A outra face do esporte
Um blog que publicará textos referentes a jogos de futebol, vôlei, basquete e outros. Análises táticas e estatísticas e textos sobre assuntos diversos relacionados ao ambiente esportivo.
02/04/2025
Brasileiro Sub-20 Série B: Botafogo SP - CRB
26/03/2025
Paulista A3: Monte Azul x Itapirense
Em uma tarde nublada, diante de cerca de 700 espectadores, Monte Azul e Itapirense duelaram em um jogo tenso e decisivo pela volta das quartas de final da Terceira Divisão Paulista. Com o primeiro jogo terminando em 0x0, qualquer empate levaria a disputa para os pênaltis, aumentando a carga dramática da partida. O Monte Azul manteve sua identidade tática, alternando entre um 3-4-3 com posse de bola e um 4-3-3 sem a posse, buscando controle do meio-campo e pressão alta. Já a Itapirense, mais conservadora, optou por um 4-2-3-1 clássico, tanto no ataque quanto na defesa, priorizando transições rápidas e bolas paradas.
O primeiro tempo foi equilibrado, com o Monte Azul dominando a posse e criando mais chances, mas sem conseguir converter sua superioridade em gol. A Itapirense, por sua vez, apostou em um jogo físico e na contenção, explorando contra-ataques e lances de bola parada. Aos 27 minutos, essa estratégia deu certo: um escanteio bem trabalhado resultou no gol de abertura, expondo a fragilidade do Monte Azul em defesas de bolas aéreas.
Na volta do intervalo, o Monte Azul fez três substituições, mantendo, porém, sua estrutura ofensiva. A intensidade aumentou, e aos 54 minutos, um chute preciso de fora da área, no ângulo do goleiro, empatou o jogo. Oito minutos depois, um cruzamento certeiro foi cabeceado para as redes, completando a virada. No entanto, em uma reação imediata, o time diminuiu o ritmo, recuando e permitindo que a Itapirense buscasse o empate. Aos 66 minutos, um gol de bicicleta espetacular igualou o placar novamente, deixando a partida ainda mais emocionante. Nos minutos finais, o cansaço e as interrupções frequentes fragmentaram o jogo, e tudo indicava que a decisão seria nos pênaltis. Porém, já nos acréscimos, aos 98 minutos, o Monte Azul conseguiu o gol da classificação com uma finalização na diagonal, garantindo a vitória por 3x2 e a vaga nas semifinais.
Taticamente, o Monte Azul mostrou maior volume ofensivo e capacidade de reação, mas revelou vulnerabilidades defensivas, especialmente em bolas paradas. A Itapirense, por outro lado, foi eficiente em suas estratégias de transição e lances aéreos, mas não conseguiu segurar a pressão no segundo tempo. No fim, uma partida de altos e baixos, com momentos de grande qualidade e um desfecho dramático, que definiu o Monte Azul como semifinalista e encerrou a campanha da Itapirense de forma honrosa.
23/03/2025
Brasileirão Feminino: Ferroviária x Sport
Em um clima nublado e com um público de 420 pessoas, a Ferroviária e o Sport entraram em campo para a estreia do Campeonato Brasileiro Feminino, apresentando formações táticas semelhantes, mas com desempenhos completamente distintos. A Ferroviária, mandante do jogo, adotou um sistema clássico 4-4-2 sem a posse de bola, transformando-se em um 4-3-3 com a posse, utilizando dois volantes e uma meia. O Sport, por sua vez, optou pela mesma estrutura, mas não conseguiu impor seu jogo diante da superioridade técnica e tática da equipe de Araraquara.
Desde o início, a Ferroviária demonstrou controle do jogo, tanto na posse de bola quanto na organização defensiva. O Sport, apesar de bem posicionado defensivamente, não conseguiu criar oportunidades significativas, enquanto a Ferroviária pressionava e buscava espaços. As primeiras chances de gol demoraram a aparecer, já que o Sport manteve uma defesa compacta e organizada. No entanto, aos 25 minutos, a Ferroviária chegou perto do gol com um chute bloqueado na linha pela zagueira do Sport, em uma das primeiras ações de perigo do jogo. Esse momento pareceu ser o estopim para a Ferroviária se soltar. Aos 32 minutos, após uma cobrança de falta cruzada, a goleira do Sport falhou na saída, e a bola acabou entrando diretamente no gol, abrindo o placar. Aos 43 minutos, a Ferroviária ampliou a vantagem em um rebote da goleira, após uma finalização poderosa. Dois minutos depois, em uma jogada rápida pela esquerda e numa finalização no contrapé marcou-se o terceiro gol, consolidando a superioridade da equipe no primeiro tempo.
No segundo tempo, a Ferroviária continuou dominando o jogo, enquanto o Sport sequer conseguiu ultrapassar a linha do meio-campo. As jogadoras da Ferroviária, apelidadas de "Guerreiras", exploraram bem as laterais, criando chances pelos dois lados do campo. Aos 34 minutos, um pênalti mal marcado foi convertido, aumentando ainda mais a vantagem. Aos 39 minutos, um cruzamento preciso na pequena área resultou em um gol de cabeça, fazendo 5x0. Aos 42 minutos, a Ferroviária marcou o sexto gol em uma jogada de carrinho dentro da pequena área, demonstrando sua eficiência ofensiva. O sétimo e último gol veio após uma boa jogada e uma finalização precisa no canto direito da goleira, fechando o placar em 7x0. Dos sete gols marcados, seis foram feitos por jogadoras diferentes, com apenas a camisa 10 marcando duas vezes, o que evidencia a coletividade e a variedade de opções ofensivas da equipe.
A Ferroviária mostrou um futebol envolvente e eficiente, tanto no aspecto tático quanto no técnico. A equipe soube aproveitar os erros do Sport e explorar suas fragilidades defensivas, especialmente nas bolas paradas e nos cruzamentos. O Sport, por outro lado, não conseguiu se organizar ofensivamente e falhou defensivamente em momentos cruciais, o que resultou em uma goleada expressiva. A atuação da Ferroviária foi um exemplo de domínio tático e coletivo, com destaque para a variedade de jogadoras que contribuíram para o placar elástico. O Sport terá que revisar sua estratégia e corrigir os erros defensivos para os próximos jogos, enquanto a Ferroviária sai da partida com moral elevado e a confiança necessária para seguir forte no campeonato.