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10/02/2022

Superliga Feminina de Vôlei: Praia Clube x Minas Tênis Clube

É de grande satisfação quando vou cobrir uma partida da Superliga Feminina. Os melhores jogos, as melhores viradas, as melhores jogadas e as melhores batalhas. Claro que falando de Praia Clube x Minas é ser redundante enquanto as benesses desse esporte. Preparado para três horas de jogo, devemos estar. Porém, tudo bem sendo que ambos os times são mais de 50% da seleção brasileira. 

Sem muita expectativa de um três sets a zero, obviamente o jogo teve seus cinco sets com seus altos e baixos. Desde o começo, não me pareceu que o Minas estava confortável no jogo. Perdeu o primeiro set por 25 a 20 mas logo voltou ao jogo com um sonoro 17 a 25 empatando o jogo. Ao esperar algum set com 32x30, me surpreendi com tamanha diferença no placar para o Minas no terceiro set: 15 a 25 para o time da capital. 

Seria necessário uma resposta dura pelo Praia Clube. Paulo Coco colocou a ponteira Carol para jogar (antes ela estava na reserva) e nisso deu a intensidade e vibração que não só fez empatar o quarto set em 25 a 21, mas também, levantar a torcida. No tie break, uma certa competitividade do Praia Clube fez prevalecer e fechou o jogo em 15 a 10.

Um jogo com alternâncias extremas na ponta do placar, porém, sem muita novidade da qualidade de jogo de ambas as equipes. 

07/02/2022

Paulista A2: Linense x Monte Azul

A quarta rodada do Paulista A2 já pode nos remeter à algumas conclusões. Dentre elas, quais times poderão ter chances ou disputarão por outras coisas. O caso de Linense x Monte Azul na cidade de Lins, nos remeteu que a briga do Monte Azul no Paulista A2 pode ser o rebaixamento. Nada que não seja normal nas divisões inferiores dos estaduais pelo País. 

A primeira vez que cobri um jogo do Linense não me fez surpreender com a plataforma de jogo usado: 4-2-3-1 com a bola e num 4-4-2 sem a bola (quase num 4-2-3-1 dependendo do deslocamento do ponta direita). Já o Monte Azul, veio com algumas alterações de jogadores, porém, sem mudar sua plataforma: 4-4-2 sem a bola e no 4-3-3 com a bola (tentando focar na posse de bola).

O primeiro tempo, foi de mais posse de bola do Monte Azul e um jogo de imposição física do Linense. O camisa 10 dos mandantes buscava os espaços vazios do campo: centralizado porém caia pela direita como opção de passe. Numa dessas flutuações, gerou-se um cruzamento e com a falha de comunicação do goleiro e dos zagueiros do Monte Azul, deixaram  a bola sobrando para o ponta do Linense fazer 1x0 aos 14 minutos de jogo. Não houve qualquer mudança na forma de jogo, a não ser o recuo do Linense mesmo após ficar com um jogador a mais após a expulsão do zagueiro do Monte Azul. 

O intervalo requeria algumas mudanças. Pressionados por resultados ruins, o Monte Azul voltou num 3-1-2-3 com e sem a bola tendo um jogador expulso. Precisavam de algo que forçasse ataques. O Linense recuou, Monte Azul jogou bem nessa função até acertar uma bola na trave. Só nos últimos 10 minutos finais que o Linense aproveitava os espaços dessa última linha de 3 do Monte Azul e espetou três pontas para jogar na profundidade. Deu certo, num pênalti aos 82 e num cruzamento rasteiro aos 91, o Linense fechou o placar em 3x0. 

O que me fez crer que falta ao Monte Azul não é o modelo de jogo ou a plataforma usada. Mas sim, processos de criação de passes e um jogo mais associativo com a posse de bola. 

Ainda há tempo para mudar. 

04/02/2022

Paulista A2: Monte Azul x Lemense

A terceira rodada do Paulista A2 me reservou uma tarde de calor em Monte Azul no estádio Otácilia Patricio Arroyo com a presença do Caramelo. Não foi um dia tão legal para a minha pessoa e isso me afetou um pouco na análise da partida. Entretanto, ela não teve uma qualidade de jogo tão boa quanto outras partidas já cobertas esse ano. A vitória do Lemense será descrita a seguir. 


Monte Azul veio na sua mesma plataforma de jogo das partidas anteriores: um 4-3-3 com a bola e um 4-4-2 sem a bola. O Lemense veio no 4-2-3-1 sem a bola (que as vezes me parecia um 4-4-2 ou 4-2-4 pois o ponta esquerdo guardava sempre as investidas do lateral do Monte Azul) e no 4-3-3 com a bola tendo Celsinho como o meio central. 

De fato, a qualidade do jogo foi ruim. Talvez seja calor ou porque o jogo foi quase espelhado. Muitos confrontos físicos marcaram o primeiro tempo e poucas finalizações a não ser duas bolas no travessão do time visitante. Estratégias eram mais defensivas e de guardar posição. Nas ações ofensivas, a posse de bola de maneira mais vertical preponderava com poucos perigos à gol. No final do primeiro tempo, um briga entre os jogadores de ambos os times resultou na expulsão de um jogador para cada lado. 

Nesse momento, mudanças eram necessárias para o segundo tempo. Porém, o posicionamento das equipes eram um 4-2-3 com e sem a bola. Assim, se havia confrontos físicos no 1x1 no primeiro tempo, imagina jogando definitivamente espelhados? Confesso que não usar o 4-4-1 quando se tem um a menos na linha, me fez crer as ações seriam mais ofensivas. Mas não foram. 

Num ataque que não resultou em finalização do Monte Azul, gerou um contra ataque na direita em que o cruzamento rasteiro pôs o atacante reserva do Lemense cara a cara com o Goleiro do time mandante para marcar o 0x1. Depois disso, apenas as ações ofensivas do número 7 do Monte Azul geravam certo perigo. Porém, sem um atacante de ofício e com uma defesa de estatura alta do Lemense, todos os cruzamentos eram rebatidos. 

No final, ficou um gosto de que a partida poderia ser mais do que foi.