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30/06/2018

Copa 2018 - dia 16

A Copa é para o futebol e para os preparados. Passou quem devia: quem jogou futebol. 

JOGO 49 - FRANÇA 4 X 3 ARGENTINA

- Curiosidades: 11 partidas entre os países: 6 vitórias da Argentina, 3 empates e 2 vitórias da França. Em Copas, dois jogos: 1930 (1x0 Argentina) e 1978 (2x1 Argentina);

- Esquemas: França: 4-3-3 / Argentina: 4-3-3



- Jogo: A França jogou num 4-3-3 bem definido e compacto com e sem a bola. A Argentina jogou num 4-3-3, que mais parecia um 4-1-4-1, com a bola tendo Messi como falso 9 (aquele atacante que flutua e não é fixo para confundir a defesa, joga entre linhas defensivas) e sem a bola num 4-1-4-1. Em 20 minutos de jogo, a Argentina tinha 68% de posse de bola, com nenhuma finalização, 123 passes (94%) e 6 lançamentos com 2 certos. Já a França, tinha 32% de posse de bola com 3 finalizações com 2 certas e 1 gol e apenas 33 passes trocados (80%). Desorganizada, a Argentina cedia muitos espaços para a França fazer a sua melhor arma: o contra ataque em velocidade (foi assim que originou o pênalti em Mbappe: desarme no campo defensivo = contra ataque = pênalti). A Argentina não criava, perdia o meio, cedia desarmes para a França (4 com 3 certos). Já a França, compactada na defesa, marcava individualmente e às vezes dobrava a marcação encima do Messi (Com Matuide e Kante). Messi, que vinha buscar a bola nos pés dos volantes bem recuado para ver se o meio campo da Argentina funcionava. Porém, empata mesmo sendo desorganizada: linha de 3 da França na lateral para marcar Messi deixou Di Maria sozinho para finalizar fora da área (se não tem espaço, chute de longe é uma arma). Ao todo no primeiro tempo, 61% de posse de bola para Argentina, com 2 finalizações com 1 certa e 1 gol; 270 passes (93%); 8 cruzamentos sem nenhum acerto. A França com 39% de posse de bola teve 3 finalizações com 2 certas e 1 gol; 143 passes (87%); 4 contra ataques: com 3 finalizados; 11 desarmes com 7 certos (um deles resultou em gol). No segundo tempo, 2x1 Argentina: Falta, cruzamento e bola desviada. Muda-se a proposta da Argentina: se fecha e passa a jogar sem a bola num 4-4-2. Porém, não contava com 3 gols em 12 minutos. O 2x2: cruzamento que seria errado se não fosse o golaço. Em 15 minutos, 60% de posse de bola para a Argentina com 3 finalizações, 2 certas e 2 gols; 319 passes (94%); 11 cruzamentos com todos errados; 12 desarmes e 10 certos; 16 lançamentos com 11 certos. Depois do 3x2: Aguero entra para ser o atacante e Messi volta para o meio na criação. Mesmo pós o 4x2 a França não mudou sua proposta e a Argentina continuava cedendo espaços, ruim no campo defensivo, previsível nas jogadas com o Messi. No final, 59% de posse de bola para a Argentina com 8 finalizações com 4 certas e 3 gols; 456 passes (92%); 25 cruzamentos com apenas 3 certos; 20 desarmes com 17 certos e 22 lançamentos com 8 certos. A França com 41% de posse de bola com 9 finalizações com 5 certos e 4 gols; 285 passes (90%); 8 cruzamentos com 2 certos (resultou em 2 gols); 32 lançamentos com 18 certos. É difícil acreditar que Messi jogou de falso 9, pois não jogou. Melhor partida da Copa até aqui. Ganhou quem mostrou preparo e futebol. A Argentina jogou 4 jogos com 4 diferentes esquemas e 4 diferentes conceitos de jogo: isso não ganha a Copa. 

- Destaques: Mbappe (absurdo, genial); Kante (marcou demais).

JOGO 50 - URUGUAI 2 x 1 FRANÇA
(Jogo assistido por VT por causa de motivos profissionais)

- Curiosidades: 2 partidas apenas entre as seleções: 1 vitória de Portugal e 1 empate. Sina do melhor do mundo continua: o jogador que ganha a bola de ouro no ano anterior ao da Copa, nunca ganhou a Copa no ano seguinte.

- Esquemas: Uruguai: 4-4-2 / Portugal: 4-4-2.



- Jogo: Os dois times jogaram da mesma forma: O 4-4-2 com e sem a bola tendo em Portugal o CR flutuando e Suáres e Cavani flutuando por Uruguai. Logo no começo, 1x0 Cavani: virada de jogo, cruzamento e erro da defesa de Portugal que só olhou a bola. Portugal, assim como na primeira fase, não soube jogar com a bola, não soube propor o jogo, não criou, não organizava jogadas. Uruguai muito bem defensivamente (linhas de 4 compactas com 9, 10 jogadores numa faixa de 15 ou 20 metros) bloqueando, pelo alto e na troca de passes, as ações ofensivas de Portugal. A posse de bola do Uruguai foi maior que a posse de bola de Portugal no primeiro tempo. No segundo tempo, pressão na saída de bola de Portugal pelo Uruguai e Portugal alterou a posição de Bernardo Silva (passou a atuar no meio para organizar e criar as jogadas), Gonçalo Guedes (foi para o lado) e CR (como atacante sem flutuação: para fazer o que faz de melhor, finalizar). 1x1 veio na bola alta quebrando a fortaleza do Uruguai. O 2x1 veio no contra ataque e num golaço de fora da área. Ao todo, foram 65% de posse de bola para Portugal com 19 finalizações com 4 certas e 1 gol; 466 passes (92%); 47 cruzamentos com 10 certos. O Uruguai com 35% de posse de bola com 7 finalizações com 3 certas e 2 gols; 171 passes (78%); 12 cruzamentos com 3 certos; 17 desarmes com 16 certos; 45 lançamentos com 26 certos. Uruguai não foi pragmático e não venceu por uma bola. Venceu por sua defesa e pelo futebol que mostrou. Portugal foi apenas CR e o VAR. Oscar Tabares é único, é fera, é mágico. 

- Destaques: Cavani (2 gols).

28/06/2018

Copa 2018 - Dia 15

A hipocrisia do "fair play". Classificação por números de cartões amarelos. Bélgica: o melhor time da Copa junto com a Croácia. 

JOGO 45 - SENEGAL 0 x 1 COLÔMBIA

- Curiosidades: Primeira partida entre as seleções e desde 1986 não havia uma seleção africana nas oitavas. 

- Esquemas: Senegal: 4-2-3-1 / Colômbia: 4-2-3-1

- Jogo: Senegal jogou no 4-4-2 bem compactado sem a bola e num 4-2-3-1 com a bola jogando no contra ataque pois o empate era seu. A Colômbia jogou no 4-2-3-1 com e sem a bola. Senegal forte na defesa com porque preenche o meio campo e bloqueia a construção de jogadas da Colômbia com suas duas linhas de quatro. Em 15 minutos de jogo, 61% de posse de bola para a Colômbia com 1 finalização certa, 85 passes trocados (91% de aproveitamento) e 9 lançamentos com 2 certos. Este número de lançamentos prova a organização defensiva de Senegal que faz a Colômbia jogar pela ligação direta. Senegal com 39% de posse de bola com 1 finalização errada e 57 passes trocados (92%). Com a saída de James (e a perda na referência na criação) e com a entrada de um atacante, a Colômbia passa a jogar num 4-3-3 com a bola, tentando as amplitudes e contra ataques. Ao todo no primeiro tempo, foram 57% de posse de bola para a Colômbia, com apenas 1 finalização certa, 198 passes (90% de aproveitamento), 6 cruzamentos com 2 certos; 20 lançamentos com 10 certos. Senegal com 43% de posse de bola com 4 finalizações e 2 certas, 149 passes (93%) com 8 cruzamentos e nenhum certo e 20 lançamentos com 5 certos. Senegal bem forte na defesa. No segundo tempo, a Colômbia passa a jogar mais na amplitude e pelos lados, mas ao mesmo tempo, oferece mais espaços para o contra ataque. Em 15 minutos, 58% de posse de bola para a Colômbia com ainda 1 finalização certa; 290 passes (90%); 9 cruzamentos com 3 certos e 29 lançamentos com 15 certos. Senegal com 42% de posse de bola com 4 finalizações com 2 certos; 176 passes trocados (91%) e 21 desarmes com nenhum certo. O gol da Colômbia foi de bola parada, o desafogo para quem não conseguia gerar finalizações. Ao todo, foram 57% de posse de bola para a Colômbia com 4 finalizações com 3 certas e 1 gol; 372 passes (89%); 13 cruzamentos com 5 certos (um deles o do gol); 46 lançamentos com 24 certos. Para Senegal, 43% de posse de bola, com 7 finalizações com 3 certas; 240 passes (91%); 13 cruzamentos com 2 certos e 27 desarmes com nenhum erro (provando sua organização defensiva). Por mais que tenha gerado mais finalizações e jogado com afinco sua proposta de jogo, Senegal pagou a conta na bola parada. Colômbia passa mas sem James perde muito no seu jogo. 

- Destaques: Gueye (volante do Senegal com 8 desarmes feitos) e Mina. 

JOGO 46 - JAPÃO 0 x 1 POLÔNIA

- Curiosidades: Foram 7 partidas entre as seleções com 5 vitórias da Polônia e 2 vitórias do Japão. 

- Esquemas: Japão: 4-2-3-1 / Polônia: 3-4-3



- Jogo: Japão jogou num 4-4-2 sem a bola e num 4-2-3-1 com a bola. Já a Polônia jogou num 3-4-3 com a bola e num 4-4-2 sem a bola. Japão organiza suas jogadas com a velocidade na transição de jogo: tenta os contra ataques muito por conta dos espaços deixados pela defesa da Polônia. Em 20 minutos, 52% de posse de bola para o Japão, com 3 finalizações - 2 certas; 95 passes trocados (94%); 11 lançamentos com 7 certos. A Polônia tinha 48% de posse de bola com 1 finalização errada, 108 passes trocados (92%); 5 cruzamentos com todos errados e 10 lançamentos com 3 certos. No final do primeiro tempo, a Polônia melhora e passa a ter mais posse de bola e maior número de ações ofensivas que o Japão (que só recuava). Ao todo, foram 51% de posse de bola para a Polônia com 5 finalizações com 1 certa; 218 passes trocados (93%); 10 cruzamentos com 2 certos e 17 lançamentos com 6 certos. O Japão teve 49% de posse de bola com 4 finalizações e 3 certas; 180 passes trocados (93%); 12 cruzamentos com 6 certos e 20 lançamentos com 12 certos. No segundo tempo, os dois times com a mesma proposta de jogo, a Polônia se fecha mais, compacta suas duas linhas de 4 e dá a bola para o Japão. Em 20 minutos, gol da Polônia de bola parada com 45% de posse de bola com 7 finalizações com 2 certos e 1 gol; 264 passes trocados (92%); 13 cruzamentos com 3 certos. Já o Japão, com 55% de posse de bola, tinha 7 finalizações com 3 certos; 298 passes (94%); 17 cruzamentos com 7 certos e 29 lançamentos com 18 certos. A Polônia aproveitava o abafa do Japão e jogava no contra ataque: aumentou a finalizações com 10 e 2 certas. Japão cozinhou o jogo depois de saber do resultado da Colômbia. A bola pune e os Deuses do futebol também. Ao final, foram 42% de posse de bola para a Polônia com 11 finalizações com 2 certas e 1 gol; 355 passes (91%); 21 cruzamentos com 6 certos. Já o Japão, 58% de posse de bola, 8 finalizações com 3 certas; 462 passes (94%); 20 cruzamentos com 8 certos e 36 lançamentos com 21 certos. Japão passou pelo número de cartões amarelos. Regulamento da FIFA e pela sua política do "fair play", já que "fair play" o Japão não teve nenhum no final do jogo. 

- Destaques: Bednarek. 

JOGO 47 - INGLATERRA 0 x 1 BÉLGICA

- Curiosidades: 30 partidas entre as seleções: 21 vitórias da Inglaterra, 5 empates e 4 vitórias da Bélgica: Dois confrontos em Copas: 1954 (4x4) e 1990 (1x0 Inglaterra). Bélgica quebra 82 anos sem vencer Inglaterra.

- Esquemas: Inglaterra: 5-3-2 / Bélgica: 5-3-2

- Jogo: Os dois times jogaram da mesma forma: um 5-3-2 sem a bola e um 3-4-3 com a bola. Em 15 minutos de jogo, 51% de posse de bola para Bélgica com 2 finalizações certas e 65 passes trocados (88%). Para a Inglaterra, 48% de posse de bola com duas finalizações erradas, 76 passes (99%); 7 cruzamentos com 2 certos. Os dois times usam reservas para esse jogo. Bélgica usava sua troca de passe com mobilidade e velocidade de seus jogadores e a Inglaterra também usa o passe, a criação, porém é mais vertical, tenta ser mais objetiva. No final do primeiro tempo, 57% de posse de bola para a Bélgica com 9 finalizações e 3 certos; 200 passes (90%); 5 cruzamentos com nenhum certos; 17 lançamentos com 6 certos. A Inglaterra teve, 43% de posse de bola com 4 finalizações erradas; 194 passes (96%); 12 cruzamentos com 3 certos; 18 lançamentos com 8 certos. No segundo tempo, gol da Bélgica: jogada de lado, troca de passe e dibre (um dos modos de furar linha de 5). Em 15 minutos, 61% de posse de bola para a Bélgica, 11 finalizações com 5 gols e 1 gol; 318 passes (92%); 5 cruzamentos com 5 certos; 27 lançamentos com 9 certos. A Inglaterra tinha 39% de posse de bola com 7 finalizações com nenhuma certa; 235 passes (95%); 14 cruzamentos com 3 certos; 21 lançamentos com 9 certos. Inglaterra melhora mas não usava a velocidade para atacar a Bélgica (que continuava com as falhas defensivas: linha de 5 postada mas é totalmente vulnerável. Ao todo, 58% de posse de bola para a Bélgica, 14 finalizações com 6 certas e 1 gol; 475 passes (93%); 42 lançamentos com 15 certos. A Inglaterra teve 42% de posse; 13 finalizações com 2 certas; 382 passes (96%); 22 cruzamentos com 5 certos; 29 lançamentos com 11 certos. Bélgica junto com a Croácia foram os melhores desempenhos da primeira fase. Inglaterra é forte, não se pode negar que possa ir longe.

- Destaque: Januzaj

JOGO 48 - PANAMÁ 1 x 2 TUNÍSIA

- Curiosidades: Primeira partida entre as seleções; Segunda vitória da Tunísia em Copas. 

- Esquemas: Panamá: 5-4-1 / Tunísia: 4-2-3-1

- Jogo: Panamá jogou no seu habitual 5-4-1 sem a bola e num 3-4-3 com a bola. A Tunísia jogou num 4-4-2 sem a bola e num 4-2-3-1 com a bola. Em 20 minutos, 57% de posse de bola para a Tunísia, com 4 finalizações erradas; 106 passes (93%); 7 cruzamentos com 1 certa; 11 lançamentos com 6 certos. O Panamá com 43% de posse de bola, com 1 finalização errada, apenas 60 passes (92%). Tunísia propunha mais o jogo, criava mais, rodava mais a bola. O Panamá pensava em fechar os espaços e jogava no contra ataque. Gol do Panamá resultado de uma bola parada e um chute desviado. No final, 62% de posse de bola para a Tunísia com 9 finalizações e 3 certos; 298 passes (95%); 14 cruzamentos com 4 certos; 30 lançamentos com 12 certos. O Panamá, 38 % de posse de bola com 4 finalizações com 2 certas e 1 gol; 108 passes (85%) e 20 lançamentos com 8 certos. No segundo tempo, gol da Tunísia em 5 minutos: jogada criada no meio, virada de jogo e gol: 1x1. Jogo de ataque-defesa. Em 20 minutos, 62% de posse de bola para a Tunísia com 14 finalizações com 6 certos e 1 gol; 389 passes (93%); 21 cruzamentos com 6 certos. O Panamá com 38% de posse de bola, com 5 finalizações com 3 certos e 1 gol; 146 passes (84%); 3 cruzamentos com 1 certo; 24 lançamentos com 8 certos. 2x1 Tunísia: outra troca de passe perto do gol. Panamá muda a forma de jogar: 4-2-3-1 com e sem a bola e consegue parar os ataques da Tunísia. Ao todo foram, 62% de posse de bola para a Tunísia, com 15 finalizações com 7 certos e 2 gols; 520 passes (94%); 22 cruzamentos com 6 certos; 47 lançamentos com 19 certos. Panamá com 38% de posse de bola, com 8 finalizações com 5 certos e 1 gol; 214 passes (85%); 6 cruzamentos com 3 certos; 30 lançamentos com 11 certos. Jogo bom, intenso. Panamá volte sempre. 

- Destaque: Ben Youssef.

PS: Para as oitavas: de 16 seleções, 10 são da Europa, 4 da América do Sul, 1 América do norte e 1 asiático. 

PS 2: Os melhores desempenhos foram da Croácia e da Bélgica. 

Copa 2018 - dia 14

O dia mais feliz da Copa. Alemanha com o seu 7x1. Brasil evoluindo (graças a Deus) e nossa defesa que ninguém passa, nem os soldados sérvios. 

JOGO 41 - CORÉIA DO SUL 2 x 0 ALEMANHA

- Curiosidades: 3 partidas entre as seleções: com duas vitórias da Alemanha, 1 vitória da Coréia do Sul. Em Copas, jogo em 1994 (3x2 Alemanha) e 2002 (1x0 Alemanha na semi). A Alemanha não era eliminada na primeira fase desde 1938 (quando a Copa toda era mata mata). Sina dos campeões: depois de 2002 só o Brasil não foi eliminado na Copa posterior na primeira fase. Itália, Espanha e Alemanha sim. 

- Esquemas: Coréia do Sul: 4-4-2 / Alemanha: 4-2-3-1



- Jogo: Primeiramente chupa Alemanha, segundo chupa Alemanha e terceiro volta para casa Alemanha. A Coréia jogou igual ao seu segundo jogo: um 4-4-2 sem a bola e com a bola num 4-1-4-1 usando muito o contra ataque, jogando na transição da Alemanha. A Alemanha (hahahahahahaha), jogou no 4-2-3-1 sem a bola e com a bola no seu habitual 2-3-5. Em 15 minutos de jogo, a Alemanha (hahahahahahaha) tinha 65% de posse de bola, apenas 1 finalização errada, 114 passes (93%) e 6 cruzamentos com 2 certos. A Coréia tinha apenas 35% de posse de bola e apenas 27 passes trocados. A Alemanha (hahahahahahahahah) era paciente, nada intensa e rodava a bola em busca do seu eterno espaço para finalizar. Bloqueada muitias vezes pela Coréia que só usava o contra ataque e bolas paradas e finalizava mais: com 251 passes trocados a Alemanha (hahahahahaha) tinha apenas 2 finalizações erradas; e com 40 passes trocados a Coréia tinha 3 finalizações com 1 certa. No final do primeiro tempo, com o jogo morno, a Alemanha (hahahahahaha) tinha 68% de posse de bola  com 5 finalizações com 1 certa; 311 passes trocados (94%) e 20 cruzamentos com 3 certos. A Coréia teve 31% de posse de bola com 4 finalizações com 1 certa; 85 passes trocados e 25 lançamentos com 7 cetos. No segundo tempo, a Alemanha (hahahahahahahha) volta na sua forma de ataque-pressão com o 2-3-5 empurrando a defesa da Coréia para perto do gol: 67% de posse de bola com 13 finalizações com 3 certos; 460 passes trocados (94%) e 30 cruzamentos e apenas 6 certos; 13 desarmes com nenhum errado. A Coréia, compactada com duas linhas de 4, tinha 33 % de posse de bola; 6 finalizações e 2 certas, 146 passes e 40 lançamentos com 13 certos. Parecia qualquer jogo normal e não uma decisão. Alemanha muito inofensiva e zero intensidade como foi no seu melhor tempo (o segundo tempo contra a Suécia). Ao final, com 40 cruzamentos feitos e 6 certos a Alemanha leva dois contra ataques (um que levou ao escanteio do gol e outro que Neuer, explicitando a desorganização mental alemã, foi para o ataque e tomou o gol). Ao todo, foram 68% de posse de bola para a Alemanha (hahahahaha) com 24 finalizações - 6 certos; 611 passes (94%); 46 cruzamentos com apenas 9 certos. A Coréia teve 32% de posse de bola com 11 finalizações - 5 certas e 2 gols; 177 passes (94%) e 61 lançamentos com 25 certos. A Alemanha (hahahahahah) teve sua organização tática e de jogo bem, mas pecou demais na técnica para finalizar (quase o mesmo número de finalizações certas que a Coréia). Não sentiu a tensão do jogo, ficou fria e deixou os mesmos espaços na sua transição que nos dois outros jogos. Ahhh Alemanha, você não tem ideia de como me deixou feliz e mais suave para o jogo do Brasil. Volte para a casa e não olhe para trás. Vocês foram horríveis (mais na parte técnica do que na organização do jogo) Parece que a Alemanha não entendeu como a Copa está sendo jogada: Avançando os laterais na linha do ataque e colocando 3, 4 atacantes, a Alemanha (hahahahahaha) deixou inúmeros espaços para o contra ataque e para piorar, a sua transição era lenta. O 7x1 é inesquecível, mas para essa Copa, esse fantasma não existe mais.

- Destaque: Jo (goleiro da Coréia: 6 defesas). 

JOGO 42 - MÉXICO 0  x 3 SUÉCIA

- Curiosidades: 9 partidas entre as seleções com 4 vitórias da Suécia, 3 vitórias do México e 2 empates. Um jogo em Copas: 1958 (3x0 Suécia). 

- Esquemas: México: 3-4-3 / Suécia: 4-4-2

- Jogo: O México jogou no 3-4-3 com a bola e num 4-2-3-1 sem a bola. A Suécia jogou no seu habitual 4-4-2 com e sem a bola. Em 15 minutos de jogo, 69% de posse de bola para o México com 2 finalizações erradas; 77 passes trocados (89%). A Suécia tinha 31% de posse de bola, 4 finalizações com 1 certa e 38 passes trocados. O jogo era intenso, poucas trocas de passes de ambos, porém com objetividade e jogadas perigosas e a Suécia mais no contra ataque o México (até porque é a sua proposta de jogo para a Copa). Com a mesma % de posse de bola para os dois, havia 7 finalizações para ambos: 7 erradas para o México e 2 certas para a Suécia. Ao todo no primeiro tempo, foram 67% de posse de bola para o México com 9 finalizações e 1 certo; 196 passes (90%). A Suécia com 33% de posse de bola com 8 finalizações e 2 certas; 89 passes e 10 cruzamentos com 4 certos. No segundo tempo, 5 minutos de jogo: 1x0 Suécia - jogada trabalhada, troca de passes e cruzamento. Em 10 minutos, 2 x 0: Suécia bem intensa e objetiva com 13 finalizações com 5 certos e 2 gols; 37% de posse de bola; 11 cruzamentos e 5 certos; 27 lançamentos com 7 certos. O México, com 63% de posse de bola com 10 finalizações com 1 certa; 11 cruzamentos com 1 certo; 31 lançamentos com 7 certos. México horrível na defesa e Suécia mortal: 3 x 0 numa bola alta. Ao todo, foram 35% de posse de bola, 13 finalizações com 5 certas e 3 gols; 154 passes (82%). O México, 65% de posse de bola, com 18 finalizações com 3 certas e nenhum gol. 384 passes (92%) e 25 cruzamentos com 6 certos. México parece que voltou ao seu normal quando se fala em desempenho e a Suécia jogou na sua melhor forma: compactada com as linhas de 4 e explorando bolas altas. 

- Destaques: Augustinsson e Berg. 

JOGO 43 - SÉRVIA 0 x 2 BRASIL

- Curiosidades: 1 partida somente contra a Sérvia (sendo Sérvia e não Iugoslávia): 1 x 0 em 2014.

- Esquemas: Sérvia: 4-2-3-1 / Brasil: 4-1-4-1

- Jogo: Não dormi a noite passada. Se dormi, dormi mal. Sentia uma sensação ruim de que algo aconteceria. Essa Copa tá muito estranha, muito doida. Achava que poderia me machucar no treino, achava que poderia dar ruim para o Brasil. Graças a Deus não passava de uma sensação confusa. Deu bom, deu otimamente bom para nós. Alemanha teve seu 7x1 e nós jogamos. Jogamos como se esperava jogar. Jogamos como jogamos as eliminatórias. Jogamos como Adenor queria. Nunca me senti com tanta felicidade em um dia de Copa depois da final de 2002. A Sérvia era pior que a Suíça e melhor que a Costa Rica. Jogou num 4-2-3-1 com a bola e mudou sua marcação do 4-4-2 para o 4-2-3-1. Queria dar mais velocidade para o seu meio e a lateral para defender e atacar melhor. Usava as bolas altas para aproveitar seus 10 cm (de altura, por favor) a mais que os brasileiros. O Brasil no seu habitual 4-1-4-1 com a bola. Ahhh Marcelo!!! Até tu brutos filho meu? O que nos pode complicar são as frequentes lesões. Mas nessa não me preocupava, pois entrara um rapaz a altura: F. Luis. Mais defensivo e pouco menos ofensivo que Marcelo. Em 15 minutos de jogo, tínhamos 58% de posse de bola, 1 finalização errada e 71 passes trocados. A Sérvia tinha 42% de posse de bola, 1 finalização errada e apenas 29 passes trocados e já tinha 4 cruzamentos com 3 certos e 10 lançamentos com 5 certos. O jogo era físico, jogado, articulado. Neymar (que alegria bonita na hora do hino) era bem marcado (havia uma dobra encima dele) mas chamava o jogo: deu uma caneta e um chapéu e ia pra cima, driblava, dava passes para possíveis finalizações. Coutinho com o meio campo povoado, fez o que falaram para ele ou ele mesmo percebeu: recuou e veio buscar a bola nos pés dos zagueiros para dar a saída de bola do Brasil. Viu Paulinho (que possui uma característica que poucas seleções têm: a infiltração) que viu Jesus (não veio o gol mas joga numa consciência tática absurda) puxando dois zagueiros para abrir o espaço, a passarela para a assistência e Little Couto e o gol de Paulinho. Ao todo, o Brasil tinha 62% de posse de bola, 210 passes trocados, 4 finalizações com 2 certas e 1 gol. A Sérvia tinha 38% de posse de bola, apenas 68 passes trocados com 7 cruzamentos com 4 certos e 19 lançamentos com 7 certos. No segundo tempo, teve ali uns 5, 10 minutos de pressão da Sérvia que dominou o meio campo, pressionou a saída do Brasil e fez o que? Cruzamentos, bolas altas: foram 18 com apenas 4 certos. Thiago Silva, Miranda, Alisson, e Casemiro (que em alguns momentos fechava uma linha de 5 na zaga para tirar as bolas altas) salvaram. Em Copa do Mundo não podemos oscilar como oscilaram nesse momento. É Copa e o nível de concentração deve ser alto. O que faz Adenor? Tira Paulinho e coloca Fernandinho: Passa do 4-1-4-1 para o 4-2-3-1 para ter a bola, ter a troca de passes e estancar a sangria da Sérvia. Deu certo e logo veio o gol (não por causa de Fernandinho, mas que sua consistência defensiva  ajudou o Brasil a tocar mais a bola. Houve um momento que o Brasil ficou com a bola por 2:15 minutos). O equilíbrio veio de novo e o Brasil jogou. No final, o Brasil teve 56% de posse de bola com 14 finalizações com 6 certas e 2 gols; 534 passes com 92% de aproveitamento e 14 cruzamentos com 4 certos. A Sérvia teve 44% de posse de bola, 333 passes trocados (90% de aproveitamento), 31 cruzamentos com 6 certos e 39 lançamentos com 19 certos. Apenas por 10 minutos sofremos e deixamos a Sérvia chegar, cruzar e dominar. Jogamos bem e com desempenho bem. Defesa impecável: Fagner se não dá uma voadora na beiça de alguém em 30 segundos, vai muito bem e está muito bem, seguro; Thiago Silva cada vez mais gigante, com o gol e com sua atuação; Miranda idem; Filipe Luis mais defensivo que Marcelo, nos dá maior segurança na defesa; e Casemiro, nosso cão, nosso volante, impecável, intransponível e para mim o melhor do jogo. Neymar melhor, mais consciente e jogando para um coletivo. Neutralizamos a Sérvia porque colocamos a bola para rodar, para girar no chão. Jogamos melhor porque a Sérvia deixou muitos espaços (adiantava sua marcação e deixava um buraco entre o goleiro e a primeira linha de 4: a famosa linha alta) e com espaços para jogar, o Brasil se acha e chega com velocidade. Estamos bem mas não ótimos. Oitavas vem ai e se o México jogar como jogou contra a Alemanha (na transição, nos encaixes individuais, e no contra ataque rápido) vai ser mais difícil. Se não, vai ser difícil também. Pode dormir feliz, caso você esteja lendo de noite. Se não, pode acordar feliz. Estamos evoluindo e em 3 Copas foi a melhor atuação do Brasil. Que me desculpe Chaves, Chapolin, Seu Madruga, Tripa Seca, a Usurpadora, mas segunda feira será vocês contra nós. 

- Destaques: podia ser quase todos. Irei ficar com Casemiro (absurdo o que jogou hoje). 

JOGO 44 - SUÍÇA 2 x 2 COSTA RICA

- Curiosidades: Duas partidas entre as seleções: 1 vitória da Suíça e 1 vitória da Costa Rica;

- Esquemas: Suíça: 4-2-3-1 / Costa Rica: 5-4-1

- Jogo: Primeiramente peço desculpar porque não consegui ver o jogo nem o VT dele. O VT passará só 01:00 da manhã e o sono tá batendo forte aqui. A Suíça pelo pouco que vi, jogou no seu 4-2-3-1 com e sem a bola bem compacta e forte na marcação como fez contra o Brasil. A Costa Rica também não mudou: jogou no 5-4-1 sem a bola e na transição para o 3-4-3. O que pareceu (pelos números) é que o jogo foi intenso e com muitas ações ofensivas. Em 15 minutos, a Costa Rica com 38% de posse de bola e com apenas 57 passes trocados, tinha 5 finalizações com 4 certas. Talvez pelo seu jogo de contra ataque (que é sua única proposta de jogo). A Suíça com 62% de posse de bola e 103 passes trocados, tinha 2 finalizações erradas. O primeiro tempo termina com a Suíça tendo 65% de posse de bola, 217 passes trocados e com 4 finalizações com 1 certa e 1 gol. A Costa Rica teve 35% de posse de bola, 101 passes trocados e 7 finalizações com 5 certas e nenhum gol. No segundo tempo, as ações ofensivas aumentaram. Com 15 minutos, a Suíça matinha sua % de posse de bola e 7 finalizações com 1 certa e 17 cruzamentos com apenas 5 certos. A Costa Rica, com o mesmo volume de jogo, tinha mais finalizações: 11 com 6 certas e com o gol de empate. No final do jogo, com 60% de poss de bola e 496 passes, a Suíça teve 10 finalizações com 3 certas e dois gols: dois de cruzamentos; com 23 cruzamentos e 8 certos. A Costa Rica, teve 40% de posse de bola, 266 passes, 14 finalizações com 8 certas e dois gols; 16 cruzamentos com 4 certos. Deu para perceber que o adversário mais difícil do grupo era a Suíça. 

- Destaques: Dzemaili da Suíça.