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18/06/2018

Copa 2018 - dia 5

A Alemanha se complica com a vitória da Suécia. A Bélgica jogou o melhor futebol junto com o México e a Inglaterra foi a clássica de sempre no segundo tempo. 

JOGO 12 SUÉCIA 1 X 0 CORÉIA DO SUL

- Curiosidade: Histórico dos confrontos são 3 jogos: 1 vitória da Suécia e dois empates;

- Esquemas: Suécia 4-4-2 aberto / Coréia do Sul: 5-2-1-2

Jogo: A Suécia joga num 4-4-2 aberto (losango) com e sem a bola. A Coréia tinha uma proposta de jogar num 5-2-1-2 antes da Copa mas veio num 4-1-4-1 com e sem a bola também. Em 30 minutos de jogo, o volume de jogo era maior para a Coréia. Porém, as ações suecas são mais objetivas. Posse de bola quase igual (55% para a Suécia) com 5 finalizações com uma no gol (defesa dahora do goleiro) e nenhuma finalização da Coréia. O número de faltas atrapalharam o ritmo do jogo no primeiro tempo (eram 19 faltas - 10 para a Coréia e 9 para a Suécia). Jogo de velocidade e muito físico e a Suécia bem melhor no final do primeiro tempo (9 finalizações com 2 no gol e só uma finalização da Coréia). os 60% de posse de bola para a Suécia evidencia a proposta e a característica clássica de jogar da Coréia: a velocidade com poucas trocas de passe. No segundo tempo, ambas possuíam a mesma proposta, porém mais verticais (sem muitas trocas de passes nas jogadas). A Coréia é mais vertical por utilizar a ligação direta (35 lançamentos e apenas 8 certos e 3 finalizações sem nenhuma no gol). A Suécia mantém a posse de bola, troca mais passes, mas no campo ofensivo tenta concluir rápido também pela verticalidade (14 finalizações - 4 no gol; 21 cruzamentos com 5 certos; 31 lançamentos com 13 certos). Não há meio de campo nas duas seleções pela proposta de jogo de ambas não serem caracterizadas por ter a bola. A partir dos 30 minutos do segundo tempo, a Coréia passou a ter mais posse, pois a Suécia abdicou de atacar, criou mais duas finalizações mas terminou o jogo sem nenhum chute a gol. Ao todo foram 23 cruzamentos da Suécia com 5 certos e 16 cruzamentos da Coréia com 5 certos. Lançamentos foram 42 para a Suécia com 18 certos e 40 para a Coréia e 9 certos. O que atenta também é o número de faltas: 42 sendo 22 para a Coréia e 20 para a Suécia. Árbitro horrível e o VAR precisa ser mais rápido. 

Destaque: H W Jo (goleiro da Coréia). 

JOGO 13 - BÉLGICA 3 X 0 PANAMÁ

- Curiosidade: Primeira partida entre as duas seleções; Primeira partida do Panamá em Copas do Mundo (muito legal a emoção dos jogadores na hora do hino). 

- Esquemas: Bélgica: 5-3-2 / Panamá: 5-4-1



- Jogo: A bélgica joga num 5-3-2 sem a bola e num 3-4-3 com ela. Já o Panamá, joga num 5-4-1 sem a bola e também num 3-4-3 com ela, jogando apenas no contra ataque. Em 20 minutos do primeiro tempo a Bélgica tentou mostrar como é o aconselhável q jogar contra uma linha de 5 defensores (amplitude, viradas de bola, atacantes entre as linhas de marcação e pressão na saída de bola do Panamá). Em 25 minutos de jogo, todo o avanço da Bélgica tinha uma chance de gol (6 finalizações com 2 no gol e 54% de posse de bola). Panamá bem na recomposição para a defesa mas ruim nas finalizações (1 apenas e fora do gol). Ainda com a objetividade, porém sem o gol (9 finalizações 3 no gol) a Bélgica não realizava bem o perde e pressiona nem a pressão na saída de bola do Panamá. Por isso, Panamá equilibrou a % de posse de bola. Para isso, eles inverteram Hazard com Mertens e De Bruyne recuou mais para organizar as jogadas. No segundo tempo, A Bélgica ainda mantém a objetividade, 12 finalizações, 4 no gol e 1 gol. Muito desse resultado e do que estava por vir pode ser porque Panamá mudou sua forma de marcação do 5-4-1 para o 4-1-4-1, mas com a bola mantinha o 3-4-3. Triangulações, dibres, infiltrações, troca de passes perto da área adversária e o jogar na transição do Panamá e seu repertório fizeram com que a Bélgica fosse eficiente e mais objetiva: 15 finalizações, 6 no gol e 3 gols (50% de aproveitamento) e com 60% de posse de bola. Panamá teve 7 finalizações com 2 no gol, 46 lançamentos com 22 certos. Partida com o maior número de cartões: 8 amarelos (7 Panamá e 3 Bélgica). Cuidado com a Bélgica. Os caras são fortes. 

Destaques: Lukaku (3 finalizações e 2 gols), Hazard, Mertens e De Bruyne. 

JOGO 14 - TUNÍSIA 1 x 2 INGLATERRA

- Curiosidades: 2 partidas entre as duas seleções: 1 empate e na Copa de 1998 (2x0 Inglaterra). A Tunísia conquistou a primeira vitória de uma seleção africana em Copas: 1978 (México 1 x 3 Tunísia). 

- Esquemas: Tunísia: 4-2-3-1 / Inglaterra: 5-3-2

- Jogo: Tunísia jogou num 4-2-3-1 com a bola e sem a bola joga num 4-4-2 realizando a pressão na saída de bola. A Inglaterra joga num 5-3-2 sem a bola e num 3-4-3 com a bola. Ela também realiza uma pressão na saída de bola e faz o perde e pressiona do meio campo para o ataque. São velozes no ataque e tem como arma o contra ataque. Em 20 minutos, 5 finalizações da Inglaterra com 4 no gol e um gol, 67% de posse de bola. Em 30 minutos de jogo, os dois times jogam na pressão na saída de bola de modo forte e rápido. Tunísia melhora no final, tem mais 5 de posse de bola e cria 3 finalizações, 1 no gol e um gol. Jogo era intenso, aberto, com os times dando espaços na transição. No segundo tempo, nos primeiros 20 minutos, o ritmo caiu, as propostas de jogo são as mesmas de ambas as seleções mas não realizam o perde e pressiona nem a pressão na saída de bola (novamente, quando se joga no ritmo que jogaram no primeiro tempo, o cansaço é enorme e a consequência no segundo tempo é explícita), poucas ações (só 1 finalização certa da Inglaterra e nenhuma da Tunísia). O time africano se fecha e a Inglaterra faz duas substituições para colocar jogadores mais velozes. A vitória veio de gol por bola parada (outro gol de bola parada na Copa). Ao todo, foram 14 finalizações da Inglaterra com 9 acertos, 63% de posse de bola. A Tunísia teve 5 finalizações com 4 erradas, 1 certa e no gol. Número de desarmes altos: 18 para a Tunísia (16 certos) e 16 para a Inglaterra (13 certos) evidenciando a pressão na bola realizada pelas duas seleções. 

- Destaques: Kane (2 gols); Henderson. 



Copa 2018 - dia 4

Montanha Russa de emoções. A dicotomia entre resultado e desempenho e o lembrar do passado para tentar acalmar os pensamentos. 

JOGO 9 - COSTA RICA 0 X 1 SÉRVIA

- Curiosidade: Como Sérvia (antes de 1991 era Iugoslávia) foi a primeira partida entre as seleções.

- Esquemas: Costa Rica: 5-4-1; Sérvia: 4-2-3-1.

- Jogo: Nos primeiros 15 minutos, os dois times fiéis as suas propostas de jogo. Costa Rica num 5-4-1 sem a bola e um 3-4-3 com a bola. A Sérvia abdicou do seu de seu 5-4-1 das eliminatórias e para a Copa veio num 4-2-3-1 com e sem a bola. Costa Rica no primeiro tempo era mais compactada, fazendo o perde e pressiona (recuperação rápida da bola) e sendo mais veloz para chegar ao gol por conta da sua proposta de contra ataque. A Sérvia propõe mais o jogo e tem seu estilo de cruzamentos na área como arma, trocou mais passe e jogava mais nos lados de campo (aconselhável para jogar contra os times com 5 defensores) mas exagerou na não conversão dessas ações em finalizações (3 finalizações e 1 finalização no gol e 5 finalizações para a Costa Rica e 2 finalizações no gol). Costa Rica apenas na defesa e joga no contra ataque. A chance da Sérvia era jogar na transição do 5-4-1 para o 3-4-3 da Costa Rica. No segundo tempo, Sérvia jogava na transição da Costa Rica e por isso criou em 15 minutos o mesmo número de finalizações de todo o primeiro tempo (3 finalizações, 2 no gol e um gol de bola parada). Costa Rica mostra sua fraqueza: quando se tem a bola fica fácil de tomar o contra ataque. Depois do gol da Sérvia, ela se defendeu num 4-4-2 para não tomar gol e contra atacar. A Costa Rica não mudou sua forma de jogar e passou a ter mais posse de bola e mais passes trocados porém, tinha menos finalizações que a Sérvia. (7 contra 9). Sérvia com maior número de desarmes, mostrando que no segundo tempo jogou na transição e sendo muito combativa. Número de cruzamentos: Costa Rica - 26 (só 4 certos); Sérvia - 20 (só 6 certos). Número de lançamentos: Costa Rica - 42 (29 errados) e Sérvia - 40 (20 errados). 
De fato, o time mais difícil para o Brasil é a Suíça.

- Destaque: Koralov (pela FIFA); Matic (por mim, pois é o motor do Sérvia).

JOGO 10 - ALEMANHA 0 x 1 MÉXICO

- Curiosidade: Eram 11 partidas entre as seleções com 6 vitórias da Alemanha, 4 empates e 1 vitória do México. Desses 11 jogos, 3 foram em Copas: 1978 (6x0 Alemanha); 1986 (0x0); 1998 (2x1 Alemanha). 

- Esquemas: Alemanha: 4-2-3-1 / México: 4-1-4-1

- Jogo: A proposta da Alemanha para o jogo foi ter a bola, construir as jogadas, fazer infiltrações pelas diagonais e ótimo aproveitamento de passes. Sem a bola, ela joga num 4-2-3-1. Já com a bola, vira um 2-3-5 (colocando os dois laterais nessa linha de 5 ofensiva). O México jogaria num 4-1-4-1 mas marcava num 4-4-2 e com a bola era totalmente veloz, móvel e utilizava muito os contra ataques. No primeiro tempo, o jogo era intenso e o México bastante objetivo (7 finalizações com 3 no gol). A terra do Chapolin executava muito bem aquilo que foi treinado. Fechava os espaços, dava a bola para a Alemanha e jogava no contra ataque (muito pelos lados porque os laterais da Alemanha tinham que compor uma linha de 5 com mais três atacantes quando a Alemanha tinha a bola). Com 60% de posse de bola, os alemães tiveram 8 finalizações com 3 no gol e o México com 9 finalizações, 4 no gol e 1 gol. No segundo tempo, as mesmas propostas de jogo, porém com o México mais recuado e a Alemanha mais ofensiva (até os 25 minutos, 15 finalizações com 6 no gol). Alemanha trocava mais passes mas não tinha como achar os espaços para jogar (Sané, que não foi convocado, era uma ótima opção por causa do dibre, da imprevisibilidade, da velocidade) e só jogava com cruzamentos (foram 27 com 23 errados). Após os 30 minutos do segundo tempo, o México abdica do jogo, coloca mais um zagueiro e vira uma linha de 5 (ferrolho) e assim, vira um jogo de handball (bola para cá, para lá circundando a área e nada). Ao todo, foram 25 finalizações da Alemanha com 9 no gol e 12 finalizações do México com 4 no gol e um gol. México jogou como nunca e não perdeu como sempre e o futebol é mágico. De todas as estreias de atuais campeões em Copas, foram 8 vitórias, 4 empates e 7 derrotas. A última seleção campeã que estreou na Copa seguinte com vitória foi o Brasil em 2006. 

- Destaques: Lozano (gol) e Uchoa (goleiro muito seguro).   

JOGO 11 - BRASIL 1 x 1 SUÍCA

- Curiosidades: São 8 confrontos, 3 vitórias do Brasil, 3 empates e 2 vitórias da Suíça (agora são 4 empates). Uma dessas partidas foi na Copa de 1950, no Pacaembu, 2 x 2. O Brasil não estreava com uma não vitória desde 1978 (1 x 1 com a Suécia) e o histórico das estreias brasileiras são 16 vitórias, 3 empates e 2 derrotas. 

- Esquemas: Brasil: 4-1-4-1; Suíça: 4-2-3-1. 



- Jogo: Não quis escrever a análise minha do jogo logo após o final da partida. Estava na euforia com a derrota da Alemanha (sim, tenho rancor com eles) e tomamos uma água fria no otimismo com a seleção (que pode ser bom aliás). Acho que foi uma decisão acertada escrever mais tarde, pois não sabia qual era o real sentimento com empate. Agora, sinto uma desilusão com decepção mas com esperança e a espera de bons momentos (empate foi no momento certo - no primeiro jogo). Alertava meus familiares, minha namorada, meus amigos que a Suíça é o duelo mais difícil do grupo do Brasil, mas a soberba futebolística brasileira alimentava a euforia após os não tão bons desempenhos de Espanha, Argentina, França e Alemanha (tem a Bélgica e a Inglaterra por jogar). Essa Copa vai ser das defesas, das ocupações dos espaços e das seleções que souberem jogar com e principalmente sem a bola. De 11 jogos, as seleções que tiveram mais posse de bola não venceram em 8. O que mais pode justificar a má atuação do Brasil podem ser a forma espaçada como a Suíça marcou. Não foi como Portugal, Islândia, Austrália e México marcaram (jogadores próximos, abdicando de jogar e dando a bola para as seleções teoricamente mais fortes; A queda física dos jogadores brasileiros que perderam para o físico dos suíços, a falta de variação tática para a tentativa de uma mudança (embora houve criação de chances de gol) e o psicológico (há vários relatos de jogadores que dizem que a estreia é a pior partida para se jogar). Esquece o ferrolho da Suíça. Eles não jogam dessa forma há anos e não foi por isso que empatamos. Até os 25 ou 30 minutos do primeiro tempo, o Brasil, jogando num 4-1-4-1, pressionava a saída de bola dos suíços, realizava o perde e pressiona, triangulava (mais pelo lado esquerdo) tinha um aproveitamento de passes em 95% e criava as chances de gol (o gol foi feito aos 20 minutos). Nenhum time em sã consciência realiza a pressão que o Brasil realizou por todo o jogo. Isso consome a parte física dos jogadores e compromete o resto do jogo. Após os 30 minutos, o Brasil deu a bola para a Suíça jogar. Ela usava a saída de 3 (1 volante entre os dois zagueiros para liberar os laterais para o ataque utilizando os cruzamentos como a principal arma, já que a parte defensiva dos laterais brasileiros é considerada o ponto fraco do Brasil). No segundo tempo, gol no começo com o erro de posicionamento do time (os 11 jogadores dentro da área e só 5 suíços dentro dela e o que me preocupa é que esse posicionamento é treinado) mais a falta. Brasil não suportando a força física da marcação suíça (cansaço pela pressão no 1º tempo? Não sei, mas pode ser), Shaqiri comendo a bola pela esquerda, falta de variação tática do Brasil, previsibilidade das substituições, talvez a não entrada do Douglas Costa ou a não inversão de Coutinho para mais perto de Willian. Bagunçado, desorganizado, sem alma, conservador, indolente, Neymar cai cai (palavras de jornalistas que assumidamente não torcem por vitórias da seleção) são exageros, mas há o alerta. Para piorar, a Suíça ainda muda a forma de se defender. Passa de um 4-2-3-1 para um 4-4-2 bem fechado. Brasil ainda criou chances mas sem o gol. Tivemos 21 finalizações e 6 no gol com 1 gol, 94 % de aproveitamento nos passes e 26 cruzamentos (6 certos). A Suíça, 6 finalizações, 2 no gol e 1 gol. O que a história das Copas nos revela: A Inglaterra campeã de 1966 iniciou a campanha com um empate; a Itália campeã em 1982 foi mais além, passou para a segunda fase com três empates nos primeiros três jogos marcando um gol apenas; a Espanha campeã em 2010 perdeu o primeiro jogo para a Suíça por 1x0 e melhor...a Suíça não passou para as oitavas e a Espanha foi campeã. Dos cinco títulos brasileiros, em três deles tivemos empates: 1958 (Brasil 0 x 0 Inglaterra); 1962 (Brasil 0 x 0 Tchecoslováquia) e em 1994 (Brasil 1 x 1 Suécia). O dado histórico que mais me preocupa é que nos últimos 5 jogos de Copas do Mundo, o Brasil ganhou só 1, empatou 2, e perdeu 2. O passado distante revela que dá, já o passado presente nos causa calafrios. O melhor a fazer é segurar a onda e esperar o segundo jogo. Vamos Brasil, vamos que dá. 

Destaques: Shaqiri (o melhor do jogo); Sommer (goleiro da Suíça) e Coutinho (rapaz, que golaço).  

17/06/2018

Copa 2018 - dia 3

Pênaltis perdidos, concedidos, convertidos. VAR; tecnologia; defesas; filho de lenda e a história ganha mais uma seleção. O dia cheio da Copa na qual só vi as duas primeiras partidas por motivos profissionais que me doeram o coração. 

JOGO 5 - FRANÇA 2 X 1 AUSTRÁLIA

- Curiosidade: Na história 4 jogos. 2 vitórias da França; 1 empate; 1 vitória da Austrália; Primeira vez que o VAR (arbitro de vídeo) foi usado para mudar uma marcação, ou nesse caso, uma não marcação. 

- Esquemas: França 4-3-3 (vertical e veloz); Austrália 4-2-3-1 (ligação direta);

- Jogo: Sem a bola a Austrália jogou num 4-4-2 em coluna (ou seja, os dois jogadores da frente não ficavam em linha, mas sim, um a frente do outro) fazendo apenas a ligação direta que era a sua proposta (defesa e lançamentos). A França com ou sem a bola era um 4-3-3 bem definido e nos primeiros 10 minutos de jogo, pressão e correria para fazer o gol (4 finalizações certas). Não havia pressão da Austrália em jogadores da França que estavam com a bola, porém o % de posse de bola era quase igual e com a defesa forte da Austrália e a França não jogando pelos lados, ficava difícil a criação de jogadas e sua organização. No final do primeiro tempo, a Austrália tinha 29 lançamentos feitos com 8 certos. No segundo tempo, jogo difícil, amarrado e complicado para a França por causa da marcação da Austrália (defesas fortes e que ocupam os espaços serão a tônica dessa Copa). % de posse de bola quase igual e número de faltas alto. Só o VAR e pênalti para abrir o placar. A França continuava sem criação e sendo apenas vertical (em direção ao gol com velocidade) embora tivesse 12 finalizações com 6 no gol. Numa das únicas jogadas que a França construiu, aproximando o meio campo dos atacantes para triangular e tocar mais curto, uma pitada de sorte e graças a tecnologia tem-se o 2x1. Só no final do jogo que a França percebeu que se pressionar a saída de bola da Austrália, as chances de gol aumentam. A Austrália teve 50 lançamentos com 17 acertos. 

- Destaque: Defesa da Austrália.


JOGO 6 - ARGENTINA 1 X 1 ISLÂNDIA

- Curiosidade: Primeira partida entre as duas seleções. Primeiro gol da Islândia em Copas e um grande feito. Parece que o time está mais forte que na Euro -2016. 

- Esquemas: Argentina 4-2-3-1 (jogando para o Messi); Islândia 4-2-3-1; 

- Jogo: Bem movimentado com a Islândia sem a bola jogando num 4-4-2 com pressão na saída de bola da Argentina e utilizando muito os contra ataques. Argentina num 4-2-3-1 bem definido com e sem a bola propondo o jogo e tendo o Messi como o principal organizador das jogadas. Com 77% de posse de bola, a Argentina jogou como tem que se jogar contra duas linhas de quatro (com amplitude e profundidade pelos lados tendo 7 finalizações sendo 3 no gol). A Islândia com objetividade (5 finalizações, uma no gol, um gol tendo apenas, naquela altura, 25% de posse de bola e apenas 37 passes trocados). Defesa da Islândia bem física, intensa, compacta e impenetrável. Impossível da Argentina ter feito um jogo de transição (contra ataque), pois a Islândia se recompunha muito bem para a defesa (os 11 jogadores numa faixa de 20, 25 metros). No segundo tempo, as mesmas propostas de jogo, porém com a Argentina com mais um meia e não com dois volantes (ajuda na troca de passes e para tentar entrar na área da Islândia). Histórico a atuação da Islândia na sua estréia e na forma de jogar. 20 minutos do segundo tempo, 16 finalizações da Argentina com 5 no gol e a Islândia 9 finalizações com 3 no gol. Messi perde penâlti e o goleiro é o melhor do jogo (ele é diretor de cinema na Islândia porque lá o futebol ainda é semi-profissional). Jogo de ataque contra defesa em que a defesa prevaleceu e fez criar esses números: 72% de posse de bola para Argentina, 27 finalizações com 19 fora do gol e 8 dentro; 657 passes trocados e 85% de aproveitamento da Argentina, 28 cruzamentos (21 errados). E a Islândia, apenas 137 passes trocados e 49 lançamentos feitos (34 errados e 15 certos) e 7 finalizações com duas no gol. Falar que a Argentina jogou mal é mentira. Fez o que tinha que fazer. Só não resultou em gol. Messi: 11 finalizações e apenas 3 no gol.



- Destaque: Halldorsson (goleiro da Islândia). Não é qualquer dia que você defende o pênalti do melhor do mundo numa Copa. E toda a defesa da Islândia (ou seja, todo o seu time).

A PARTIR DAQUI, SÓ VI OS JOGOS POR VT =(

JOGO 7 - PERU 0 X 1 DINAMARCA

- Curiosidade: Só uma partida entre as duas seleções e vitória da Dinamarca por 2x1; o goleiro da Dinamarca Kasper Schmeichel é filho de Peter Schmeichel (goleiro da Dinamarca na Copa de 1998 que enfrentou o Brasil nas quartas). Tinha 7 anos mas lembro muito bem dele. Jogava demais. 

- Esquemas: Peru 4-2-3-1; Dinamarca 4-2-3-1

- Jogo: Jogo com altíssima intensidade no começo. Peru agressivo com a bola num 4-2-3-1 e sem a bola num 4-4-2. Dinamarca com um 4-2-3-1 com e sem a bola tendo Ericksen como principal articulador de suas jogadas, fazendo seu time ter uma qualidade melhor na troca de passes. Porém, o Peru foi mais vertical, mais intenso e com mais volume de jogo. Teve um pênalti para coroar o ótimo primeiro tempo. "Teve" no sentido de não convertido hahahahha. Ah Cueva hahahahaha. No segundo tempo, o jogo foi mantido com alta intensidade nas duas seleções. Gol da Dinamarca na transição do time do Peru. A habilidade com a bola nos pés dos jogadores do Peru é explícitamente maior que os jogadores da Dinamarca. Pena que Peru não marcou, pois jogou melhor. 

- Destaque: Kasper Schmeichel (goleiro da Dinamarca) pelas defesas que lembrou seu pai. Foram 6 defesas. 


JOGO 8 - CROÁCIA 2 X 0 NIGÉRIA

- Curiosidade: Primeira partida entre as duas seleções e a segunda vitória da Croácia em estreias de Copas.

- Esquemas: Croácia 4-2-3-1; Nigéria: 4-2-3-1

- Jogo: Croácia veio com sua proposta e mantém seu 4-2-3-1 com ou sem a bola e pressionando a saída da Nigéria. Nigéria também num 4-2-3-1 porém marcando do meio de campo para trás. Croácia numa saída de 3 (1 volante entre dois zagueiros para dar amplitude para os lados) e a construção das jogadas passa por Modric pela sua mobilidade, rapidez e qualidade no passe. Pelo VT, no primeiro tempo não teve a proposta de jogo que a Nigéria trouxe para a Copa (mobilidades dos seus meias), apenas a ligação direta (52 lançamentos com 36 errados e 16 certos). No segundo tempo, a Nigéria volta pressionando e controlando o jogo, porém com a Croácia prendendo e fechando o jogo e os espaços. Pelos dois gols de bola parada, a Croácia mostrou ter um melhor desempenho de jogo do que a Nigéria. 

- Destaque: Modric pela FIFA.